{"id":633,"date":"2012-08-28T07:00:41","date_gmt":"2012-08-28T09:00:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontraararaquara.com.br\/noticias\/?p=633"},"modified":"2019-04-29T18:33:16","modified_gmt":"2019-04-29T20:33:16","slug":"araraquara-parei-em-mais-de-50-comandos-diz-dono-de-brasilia-que-viajou-11-mil-quilometros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontraararaquara.com.br\/sobre\/araraquara-parei-em-mais-de-50-comandos-diz-dono-de-brasilia-que-viajou-11-mil-quilometros\/","title":{"rendered":"Araraquara: Parei em mais de 50 comandos, diz dono de Bras\u00edlia que viajou 11 mil quil\u00f4metros"},"content":{"rendered":"<div class=\"e5c7d60386d30aa97361f5eff482e03e\" data-index=\"1\" style=\"float: none; margin:0px;\">\n<!-- Anuncio display - global -->\r\n<ins class=\"adsbygoogle\"\r\n     style=\"display:block\"\r\n     data-ad-client=\"ca-pub-8585364105181520\"\r\n     data-ad-slot=\"8789329856\"\r\n     data-ad-format=\"auto\"\r\n     data-full-width-responsive=\"true\"><\/ins>\r\n<script>\r\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\r\n<\/script>\n<\/div>\n<p>Ap\u00f3s 31 dias e 11,5 mil quil\u00f4metros rodados em seis pa\u00edses com uma Bras\u00edlia 1978, o agente de viagens Ney Mello J\u00fanior, de 31 anos, retornou ao seu ponto de partida, em Araraquara. \u201cParei em mais de 50 comandos policiais. Eles vinham conversar para saber o que eu estava fazendo, sem deixar de fazer piadas\u201d, relata o aventureiro que sabe dos riscos que corria a com o carro de mais de 30 anos pelas estradas.<\/p>\n<p>Na bagagem, al\u00e9m da roupa refor\u00e7ada para o frio que enfrentou, kits de alimentos e uma bicicleta, o araraquarense trouxe experi\u00eancias acumuladas durante os dias de viagem pelo Brasil, Bol\u00edvia, Peru, Chile, Argentina e Paraguai, lugares onde chamou aten\u00e7\u00e3o com seu carro, apelidado de &#8220;Velhoster&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s \u00e9ramos atra\u00e7\u00e3o por onde pass\u00e1vamos, todo mundo via e se aproximava para conversar\u201d, relembra J\u00fanior em entrevista ao <em>G1<\/em>. Na cidade de Potoss\u00ed, na Bol\u00edvia, chegou a ser seguido por um morador que tinha um carro id\u00eantico ao dele. \u201cEle viu a Bras\u00edlia na estrada, pegou a moto e foi atr\u00e1s de mim porque queria conversar, depois fomos \u00e0 casa da namorada dele, me mostrou o carro e tiramos fotos das duas\u201d, conta. \u201cAinda me disse que quer fazer o mesmo em breve, dou todo apoio\u201d, diz Mello J\u00fanior.<\/p>\n<p>Segundo o araraquarense, at\u00e9 mesmo os policiais que faziam fiscaliza\u00e7\u00e3o dos carros o paravam porque ficaram curiosos, afinal, o carro era bem antigo para tantas pistas sinuosas. \u201cA estrada era bem pior do que eu imaginava e em muitos momentos pensei que o carro fosse quebrar, mas ela \u00e9 resistente\u201d comemora. Por isso, o apelido &#8220;Velhoster&#8221; dado ao carro, uma brincadeira com sua Bras\u00edlia e o potente carro sul-coreano.<\/p>\n<p>Mec\u00e2nica<\/p>\n<p>Durante todo o percurso, a &#8216;companheira&#8217; de viagem apresentou problema em apenas tr\u00eas situa\u00e7\u00f5es, que acabaram proporcionando bons momentos ao aventureiro. \u201cDepois da subida na Cordilheira dos Andes o carro esquentou e a bomba de combust\u00edvel quebrou. O incr\u00edvel \u00e9 que o carro s\u00f3 parou quando eu cheguei em uma rua na frente da casa de um senhor, que curiosamente se chamava Angel [anjo, em espanhol], que me levou no mec\u00e2nico e me ajudou muito em Arequipa\u201d, celebra o araraquarense.<\/p>\n<p>Pela estrada peruana, uma das mais \u00edngremes por onde passou na viagem, J\u00fanior saiu dos 100 metros de altitude aos 2,4 mil metros em duas horas. A chegada foi no dia do anivers\u00e1rio de 472 anos da cidade no Peru. \u201cTinha muitas festas e apresenta\u00e7\u00f5es em diversos lugares e teatros, e com o carro quebrado pude conhecer outra Arequipa\u201d, justifica.<\/p>\n<p>Apesar dessa experi\u00eancia positiva, o araraquarense ficou preocupado quando se perdeu em uma pista entre Santa Cruz de la Sierra e Sucre, na Bol\u00edvia. \u201cA estrada era bem pior do que eu imaginava e tive que rodar em primeira marcha a 30 quil\u00f4metros por hora durante um dia inteiro para chegar a lugar nenhum e perceber que estava perdido\u201d, lembra. Ele acabou indo para o vilarejo de Pojo. \u201cN\u00e3o estava na rota, mas valeu \u00e0 pena, conheci gente muito receptiva, que me ajudou a resolver um problema no freio\u201d, explica.<\/p>\n<p>Al\u00e9m desses dois casos, o cabo de embreagem da Bras\u00edlia quebrou em Aiquile, tamb\u00e9m na Bol\u00edvia. Todos os problemas mec\u00e2nicos foram considerados pequenos pelo aventureiro. \u201cEla \u00e9 minha queridinha e se comportou muito bem durante a viagem\u201d, comemora.<\/p>\n<p>Estrada da Morte<\/p>\n<p>A passagem pela Estrada da Morte, uma das mais temidas na rota montada com anteced\u00eancia, foi um dos momentos mais inesquec\u00edveis para J\u00fanior. A descida de La Paz a Coro\u00edco foi feita com a bicicleta que J\u00fanior levou no bagageiro do carro. \u201cSubimos de van por uma estrada paralela e descemos sob duas rodas e foi inesquec\u00edvel pelas paisagens\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Durante a descida, a velocidade da bicicleta chegou aos 70 quil\u00f4metros por hora, segundo ele. \u201cEm uma curva, quando reduzi a velocidade, os pneus derreteram e perdi praticamente as duas rodas\u201d, comenta.<\/p>\n<p>Des\u00e2nimo<\/p>\n<p>Al\u00e9m dessa experi\u00eancia e das outras vividas na Bol\u00edvia, o agente de viagens conta que n\u00e3o se esquece da primeira impress\u00e3o que teve quando chegou ao pa\u00eds que o fez pensar em desistir da viagem em alguns momentos. \u201cA situa\u00e7\u00e3o social da Bol\u00edvia \u00e9 muito pior que a nossa e me deu des\u00e2nimo em ver aquelas cidades t\u00e3o sujas\u201d, lamenta.<\/p>\n<p>Contribuiu para seu abatimento, logo nos primeiros dias de viagem, o fato de ter perdido sua carteira de habilita\u00e7\u00e3o. \u201cCheguei na fronteira e na hora de apresentar os documentos n\u00e3o tinha a CNH, mas tinha uma autoriza\u00e7\u00e3o internacional que me permitiu passar\u201d, explica. O documento foi encontrado logo depois. Tinha ca\u00eddo entre os bancos do carro.<\/p>\n<p>Impress\u00f5es<\/p>\n<p>Dos outros pa\u00edses por onde J\u00fanior passou, a Argentina tamb\u00e9m chamou sua aten\u00e7\u00e3o. \u201cOs argentinos me surpreenderam e fui muito bem recebido, coisa que n\u00e3o imaginei que aconteceria, \u00e9 um pessoal simp\u00e1tico, apesar da fama\u201d, comenta.<\/p>\n<p>Entre as paisagens, destaca o Salar de Yuni, considerado o maior deserto de sal do mundo, o Deserto do Atacama, Machu Pichu e as linhas de Nazca. \u201c\u00c9 um dos enigmas da natureza e \u00e9 impressionante de se ver.\u201d A atra\u00e7\u00e3o tur\u00edstica, um conjunto de figuras, foi visualizada de um monomotor.<\/p>\n<p>Das comidas que experimentou, o viajante diz que enjoou das tradi\u00e7\u00f5es bolivianas e gostou da carne de lhama, servida no Peru. \u201cNa Bol\u00edvia, eles comem muito arroz e frango e gostam de misturar tudo com ketchup e maionese, n\u00e3o \u00e9 gostoso. Mas no Peru, a carne de lhama \u00e9 muito saborosa\u201d, relembra.<\/p>\n<p>O di\u00e1rio da viagem feita por ele est\u00e1 na internet, em um blog que foi atualizado durante o percurso.<\/p>\n<p>Pr\u00f3ximos desafios<\/p>\n<p>Segundo J\u00fanior, o pr\u00f3ximo desafio com a Bras\u00edlia ser\u00e1 uma esp\u00e9cie de rally. \u201cQuero juntar carros antigos para fazermos rotas e viagens juntos\u201d, diz. Sobre repetir o trajeto, o aventureiro diz que quer passar por uma nova experi\u00eancia, mas com mais tempo. \u201cPreciso de pelo menos um ano em cada pa\u00eds para aproveitar tudo o que t\u00eam a oferecer\u201d.<\/p>\n<p><em>Fonte: G1<\/em><\/p>\n\n<div style=\"font-size: 0px; height: 0px; line-height: 0px; margin: 0; padding: 0; clear: both;\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s 31 dias e 11,5 mil quil\u00f4metros rodados em seis pa\u00edses com uma Bras\u00edlia 1978, o agente de viagens Ney Mello J\u00fanior, de 31 anos, retornou ao seu ponto de partida, em Araraquara. \u201cParei em mais de 50 comandos policiais. Eles vinham conversar para saber o que eu estava fazendo, sem deixar de fazer piadas\u201d, relata o aventureiro que sabe dos riscos que corria a com o carro de mais de 30 anos pelas estradas. 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