{"id":3163,"date":"2026-03-20T08:46:27","date_gmt":"2026-03-20T10:46:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.encontraararaquara.com.br\/sobre\/sistema-que-gera-eletricidade-com-o-uso-de-bacterias-marinhas-e-desenvolvido-na-unesp-entenda\/"},"modified":"2026-03-20T08:46:27","modified_gmt":"2026-03-20T10:46:27","slug":"sistema-que-gera-eletricidade-com-o-uso-de-bacterias-marinhas-e-desenvolvido-na-unesp-entenda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontraararaquara.com.br\/sobre\/sistema-que-gera-eletricidade-com-o-uso-de-bacterias-marinhas-e-desenvolvido-na-unesp-entenda\/","title":{"rendered":"Sistema que gera eletricidade com o uso de bact\u00e9rias marinhas \u00e9 desenvolvido na Unesp; entenda"},"content":{"rendered":"<div class=\"e5c7d60386d30aa97361f5eff482e03e\" data-index=\"1\" style=\"float: none; margin:0px;\">\n<!-- Anuncio display - global -->\r\n<ins class=\"adsbygoogle\"\r\n     style=\"display:block\"\r\n     data-ad-client=\"ca-pub-8585364105181520\"\r\n     data-ad-slot=\"8789329856\"\r\n     data-ad-format=\"auto\"\r\n     data-full-width-responsive=\"true\"><\/ins>\r\n<script>\r\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\r\n<\/script>\n<\/div>\n<h2>Como funciona o sistema de gera\u00e7\u00e3o de energia<\/h2>\n<p>O sistema desenvolvido na Universidade Estadual Paulista (Unesp) utiliza a fotoss\u00edntese de cianobact\u00e9rias marinhas para a produ\u00e7\u00e3o de eletricidade. O dispositivo \u00e9 composto por tr\u00eas m\u00f3dulos interconectados:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Reservat\u00f3rio:<\/strong> onde as cianobact\u00e9rias s\u00e3o cultivadas.<\/li>\n<li><strong>Reator bioeletroqu\u00edmico:<\/strong> converte a energia liberada pelas cianobact\u00e9rias em eletricidade.<\/li>\n<li><strong>Torre de capta\u00e7\u00e3o solar:<\/strong> que maximiza a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 luz solar, estimulando ainda mais o processo fotossint\u00e9tico.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Durante o seu funcionamento, as cianobact\u00e9rias, ao realizarem a fotoss\u00edntese, quebram mol\u00e9culas de \u00e1gua, liberando el\u00e9trons que s\u00e3o coletados por eletrodos do reator. Isso cria uma diferen\u00e7a de potencial que resulta em eletricidade.<\/p>\n<h2>A import\u00e2ncia da cianobact\u00e9ria marinha<\/h2>\n<p>As cianobact\u00e9rias, incluindo a esp\u00e9cie <em>Synechocystis pevalekii<\/em> utilizada na pesquisa, s\u00e3o essenciais para a gera\u00e7\u00e3o deste tipo de energia. Elas s\u00e3o microrganismos antigos respons\u00e1veis pela produ\u00e7\u00e3o inicial de oxig\u00eanio na Terra, e utilizam g\u00e1s carb\u00f4nico e luz solar para sua metab\u00f3lica.<\/p>\n<p>Essas bact\u00e9rias s\u00e3o encontradas em ambientes aqu\u00e1ticos com luz e nutrientes adequados, como o mar, onde a esp\u00e9cie estudada foi coletada. Sua capacidade de transformar luz solar em energia qu\u00edmica por meio da biofot\u00f3lise \u00e9 o que fundamenta a tecnologia de gera\u00e7\u00e3o de eletricidade.<\/p>\n<h2>Desafios enfrentados pelos pesquisadores<\/h2>\n<p>O desenvolvimento deste sistema n\u00e3o foi isento de desafios. O professor Guilherme Peixoto, que orientou a pesquisa, lan\u00e7ou um desafio que exigiu a integra\u00e7\u00e3o de um processo biol\u00f3gico com componentes f\u00edsicos ou qu\u00edmicos.<\/p>\n<p>A engenheira Giulia Evelin Oliveira Castro, que liderou a pesquisa durante 18 meses, teve que enfrentar quest\u00f5es relacionadas \u00e0 efici\u00eancia do sistema e \u00e0 otimiza\u00e7\u00e3o do crescimento e da produ\u00e7\u00e3o de energ\u00eda pelas cianobact\u00e9rias.<\/p>\n<p>Um dos aspectos cr\u00edticos foi a necessidade de um reator que pudesse suportar as condi\u00e7\u00f5es naturais, como mudan\u00e7as de temperatura e luminosidade, ao mesmo tempo que permitisse uma efetiva captura de luz solar.<\/p>\n<h2>Resultados obtidos em testes de laborat\u00f3rio<\/h2>\n<p>Os testes iniciais mostraram que, sob ilumina\u00e7\u00e3o artificial que simula a luz solar, o sistema conseguiu gerar 227,47 miliwatts por metro quadrado. Quando testado ao ar livre, sob luz solar, a produ\u00e7\u00e3o se manteve em 215,30 miliwatts por metro quadrado.<\/p>\n<p>Embora a quantidade de energia gerada ainda seja considerada baixa para as necessidades energ\u00e9ticas de dispositivos mais robustos, como resid\u00eancias e ind\u00fastrias, ela \u00e9 suficiente para acionar pequenos dispositivos, como sensores e rel\u00f3gios digitais.<\/p>\n<p>Esses resultados demonstram que o sistema pode operar de forma confi\u00e1vel em condi\u00e7\u00f5es reais, mesmo diante de varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas.<\/p>\n<h2>O impacto ambiental da tecnologia<\/h2>\n<p>Uma das grandes vantagens do sistema \u00e9 sua contribui\u00e7\u00e3o para a sustentabilidade. Al\u00e9m de gerar eletricidade, a tecnologia tamb\u00e9m promove a captura de carbono da atmosfera e a libera\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio, contribuindo diretamente para a redu\u00e7\u00e3o dos gases de efeito estufa.<\/p>\n<p>Os materiais utilizados na constru\u00e7\u00e3o do sistema incluem cobre e zinco, que s\u00e3o de baixo custo e t\u00eam um impacto ambiental menor em compara\u00e7\u00e3o com metais nobres, como platina, frequentemente usados em tecnologias similares. Isso torna a tecnologia n\u00e3o apenas eficiente, mas tamb\u00e9m mais acess\u00edvel e sustent\u00e1vel.<\/p>\n<h2>Processo de patenteamento e propriedades intelectuais<\/h2>\n<p>Ap\u00f3s o desenvolvimento e os testes bem-sucedidos do sistema, a prote\u00e7\u00e3o da propriedade intelectual foi uma prioridade. A patente do sistema j\u00e1 foi submetida ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), garantindo que a equipe de pesquisa tenha seus direitos reconhecidos.<\/p>\n<p>Esse processo de patenteamento \u00e9 uma parte crucial para os inventores, pois protege suas inova\u00e7\u00f5es e abre portas para futuras colabora\u00e7\u00f5es comerciais e parcerias que podem financiar o avan\u00e7o da tecnologia.<\/p>\n<h2>Perspectivas futuras para o uso sustent\u00e1vel<\/h2>\n<p>\u00c0 medida que a pesquisa avan\u00e7a, h\u00e1 planos para avaliar outras vari\u00e1veis do processo, o que pode levar ao desenvolvimento de uma startup focada em energia biofotovoltaica. A equipe pode explorar novas vertentes, como a utiliza\u00e7\u00e3o de diferentes esp\u00e9cies de cianobact\u00e9rias ou a otimiza\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas m\u00f3dulos do sistema.<\/p>\n<p>As aplica\u00e7\u00f5es dessa tecnologia em larga escala s\u00e3o promissoras. Imagine um mundo onde edif\u00edcios urbanos incorporam esses sistemas, funcionando como unidades de gera\u00e7\u00e3o de energia limpa, contribuindo para uma cidade mais sustent\u00e1vel.<\/p>\n<h2>Integra\u00e7\u00e3o com estruturas urbanas<\/h2>\n<p>Estudos sobre a integra\u00e7\u00e3o do sistema em estruturas urbanas indicam que tais tecnologias podem ser aplicadas em telhados de pr\u00e9dios ou em espa\u00e7os p\u00fablicos, transformando \u00e1reas subutilizadas em fontes de energia renov\u00e1vel.<\/p>\n<p>A implementa\u00e7\u00e3o em larga escala pode ter um impacto significativo na redu\u00e7\u00e3o da depend\u00eancia de fontes f\u00f3sseis e na promo\u00e7\u00e3o da energia limpa e sustent\u00e1vel.<\/p>\n<h2>Compara\u00e7\u00e3o com tecnologias convencionais<\/h2>\n<p>Quando comparada a tecnologias tradicionais, a abordagem biofotovoltaica tem o potencial de oferecer uma gera\u00e7\u00e3o de energia com um impacto ambiental significativamente menor. Pain\u00e9is solares comuns n\u00e3o oferecem o mesmo n\u00edvel de intera\u00e7\u00e3o com o meio ambiente e podem exigir recursos materiais que s\u00e3o caros e dif\u00edceis de reciclar.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, as solu\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas como esta promovem um ciclo cont\u00ednuo de crescimento e renova\u00e7\u00e3o, o que \u00e9 dif\u00edcil de alcan\u00e7ar com tecnologias convencionais.<\/p>\n<h2>A contribui\u00e7\u00e3o para a captura de carbono<\/h2>\n<p>A captura de carbono \u00e9 uma das promessas mais significativas desta tecnologia. Embora n\u00e3o haja medi\u00e7\u00f5es diretas do CO\u2082 capturado, o fato de que as cianobact\u00e9rias utilizam o di\u00f3xido de carbono das suas rea\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas representa um benef\u00edcio ambiental tang\u00edvel.<\/p>\n<p>Mostra-se assim que, al\u00e9m de gerar energia, a tecnologia contribui para mitigar a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, permitindo que as cidades e ind\u00fastrias desempenhem um papel mais ativo na luta contra o aquecimento global.<\/p>\n\n<div style=\"font-size: 0px; height: 0px; line-height: 0px; margin: 0; padding: 0; clear: both;\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sistema inovador gera eletricidade de maneira sustent\u00e1vel com bact\u00e9rias marinhas.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[],"class_list":["post-3163","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-educacao-araraquara"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.encontraararaquara.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3163","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.encontraararaquara.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.encontraararaquara.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.encontraararaquara.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.encontraararaquara.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3163"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.encontraararaquara.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3163\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.encontraararaquara.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3163"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.encontraararaquara.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3163"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.encontraararaquara.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3163"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}